Carta de alguém

Atualizado: 24 de nov. de 2020

Caixa de pandora adormecida.

Pelo teu exterior, escondida.

Pelo teu interior, gelada.

Sabe Deus como serias, sendo verdadeiramente amada!

Achas que perderias a mágoa, onde deixarias o rancor?

Ninguém constrói na dor, mas a partir das suas águas!

Agarrar-te à terra firme,

E desinibida de medo diz-me:

– “Onde está a tua chave?” … Quero ajudar-te!

Arrumemos essa cave…Sem aleijar-te.

Sem pressas. Sem pressões.

Colocar-te plumas, nessas asas despidas,

Encantaria certamente multidões.


Simplesmente abre-te a mim, a ti e ao mundo.

Se a for, serve-te. Não tenhas da verdade medo.

Ela serve a tudo, com naturalidade.

Não te escondas, atrás de cortinas de fumo.

Feitas de um fogo, combatido a lágrimas.

“Antes, durante e depois presumo…”

Palavra de um “eu” cego. Outrora em chamas…

Se não tiver de ser eu, que o seja.

Diz-mo apenas como quem beija.

Nunca sofri ao ver vida, em algo que gosto e me perco.

Cada sorriso que em ti veja, será um singelo marco,

Sem contrapartida qualquer.

Restará a alegria de também viver.

Para a ver acontecer, quando bateres asas…

Num amanhecer com tábuas rasas.

Onde irás escrever, como foi bom acordares, sair, aquecer.

E te dizeres finalmente a Deus,

Como alguém amada, “entre os seus”.





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