Deserto

Atualizado: 24 de nov. de 2020


Nada perto. Nada longe.

Deserto! Aqui a dor ruge.

O cerco restringe, aperta.

Um núcleo vazio na certa.

Entre nada e coisa alguma.

Conseguisse eu fazer uma.

Com aspeto de moleta.

Pois neste íngreme caminho,

Rei que é fitado sozinho...

Reina moinhos de razões,

Atirados por canhões.

Com lágrimas que se perdem.

Pois suas, nada as orienta.

Nem os vis solos as querem.

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