Estes porquês

Atualizado: 24 de nov. de 2020

Porque a falta traz saudade. Eis que a sinto.

Porque o vazio, fraqueja por vaidade.

Com o nariz erguido, ao mundo minto,

Quando chorando, para ele me rio.

Porque sou vadio e vagueio, divaguei-o.

Para mim, não há caminhada que a seja.

Pensar é a amarga deixa que a esponja.

Porque claudico onde não deveria,

A Deus, franco. Disse-lhe que não o via!

Porque persistem, sem que eu saiba amar.

Tudo são rosas, até eu lhes tocar!

Porque todos os “porquês”, de “eu” procedem.

Acabo cansado, a dizer: já fedem!

Todos eles ficam bem num jardim,

Se ele permanecer longe de mim…

Esperando que as sementes me levem.



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