Meus brados, um fado


Quando inesperada, débil a sinto.

Busco-me veloz, fugaz, esconder.

Encontrar perto, um pacífico canto.

Onde sozinho, degusto sofrer.

…algures, alhures, no meu recato.

Cavo com as minhas garras um poço.

Enterro-me tranquilamente em dor.

Escrevendo onde e tanto quanto posso.

Aí, minhas palavras têm vários silêncios.

Longos silêncios! Seus íntimos vícios...

…e nessas acalmias, com esplendor,

Meus nobres brados, seguem-se num fado!

(Obra de um fadista avassalador.

Que desta feita, não morre calado.)

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