Passarinho


Tenho a aparência dum pequeno pássaro…

Pela fresca brisa, saído do ninho.

Que bate as suas asas tempo raro.

Para cair tolhido, com seu remoinho.

É, por vezes tão, mas tão fácil, sair.

Quanto diria, o é certamente cair.

Ou num céu imaginário bater no ar,

Com penas perfeitas por desenhar.

Agora tem ganha esta partida,

Quem por fim, verdadeiramente voar!

A pressa, tem tanta pressa, que apressa.

Uma mão desajeitada, empurra.

Outra cuidada, segura a cabeça.

Digo-lhe que tenho os meus pés na terra.

A vida diz-me que o sonho se faça.

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