Porquê?


Entras-te, sem saber por quem.

Estás, sem eu saber porquê.

E, no entanto, à tua mercê…

O resto, pouca importância tem.

Sou agora, porque não te vejo,

Um cego, sem guia. Numa rua…

Onde, tanto ou mais é desejo.

Te aparenta. Ou é parte tua.


Porque é que chegaste?…E partiste!

Porque é que tocaste?…E fugiste!

Só dessa forma se pontua,

Todo o pacóvio que não sabe,

Onde o recreio supérfluo cabe.

Brincadeiras tais, que magoam.

Quem frágil se deixa levar.

Pelos encantos que ofuscam.

Mesmo os mais finos a brincar.

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